terça-feira, 17 de abril de 2007

Após morte por escova progressiva, formol é tema em feira

Técnicos da Anvisa fizeram palestra condenando uso do produto em salões
Marcela Spinosa

SÃO PAULO - O combate ao uso do formol em produtos que prometem deixar os cabelos lisos foi um dos principais temas da feira Hair Brasil, que terminou na segunda-feira, 16, em São Paulo. No último dia do evento, técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deram uma palestra sobre o uso inadequado da substância. As empresas de cosméticos, por outro lado, oferecem produtos e técnicas que deixam os cabelos lisos, sem formol em sua composição.
De acordo com o técnico da Anvisa Marcelo Sidi, que presidiu a palestra, o formol, nas concentrações permitidas, não age como um alisante de cabelos. "Utilizamos até 0,2% de formol, mas com a ação de conservar o produto e não com a função de alisar" explicou. Segundo Sidi, a substância também pode ser utilizada como endurecedor de unhas. "É permitido o uso de até 5% em esmaltes, mas a cutícula deve ser protegida com óleo ou cera."
Em março, uma mulher morreu após fazer escova progressiva em Goiás. Três dias após aplicar o produto durante a técnica de alisamento, a dona de casa Maria Eni da Silva, de 33 anos, teve uma reação alérgica e uma intoxicação causou sua morte.
O uso do formol em cosméticos é nocivo ao organismo. "O formol é um agente irritante da pele e sua utilização pode causar, a médio e longo prazo, câncer de pele e pulmão", disse. Se o gás for inalado, causa tosse, dor de garganta, tontura, irritação no nariz, não só no cliente, mas também no profissional.
Existem no mercado produtos que, sem utilizar formol, garantem o liso prolongado aos cabelos. É o caso do tioglicolato de amônia. "Deixa o cabelo definitivamente liso", explicou a técnica do departamento de alisamento e tratamento da marca Tânagra, Márcia Esther Gomes de Oliveira.
Tire suas dúvidas O presidente da Sociedade Brasileira para Estudo do Cabelo, Valcinir Bedin responde sobre as principais dúvidas sobre o uso da escola progressiva:
Qualquer mulher pode fazer escova progressiva ?
As restrições são as de sempre. Menores de 12 anos de idade não devem fazer de jeito nenhum, porque essas meninas ainda não têm a produção de hormônios que influenciam o cabelo. Se fizer antes dessa idade pode ter um prejuízo definitivo.
A partir daí, pode-se fazer, sempre observando os cuidados para os casos que tenham restrição, do tipo doença do couro cabeludo ou alergia aos componentes, o que é mais sério ainda.
As idosas podem fazer também, sem limites, mas o melhor é que as mulheres gostassem do cabelo que têm.
Como a mulher percebe que o alisamento não deu certo?
As reações imediatas de alergia são irritação nos olhos, secura no nariz e na boca e ardor ou inchaço na cabeça. Se tiver essas reações, a pessoa deve procurar ajuda médica. A longo prazo, não há problemas.
O cabelo pode ficar mais frágil. E é importante que a pessoa saiba qual produto causou a reação alérgica, para evitá-lo.
A longo prazo a escova progressiva pode trazer danos à mulher, mesmo que tenha sido feita de forma correta?
Não há evidências desse fato. O cabelo pode ficar mais frágil, quebradiço, porque a escova mexe na estrutura capilar, mas pode-se fazer sem restrição.
Os riscos1) O uso do formol em cosméticos é permitido apenas nas funções de conservante (no limite máximo de 0,2%) e como agente endurecedor de unhas (limite máximo de 5%). Como alisante, o formol age destruindo as moléculas que dão forma aos fios de cabelo e por isso, provoca ressecamento.
2) O uso dessa solução em alisantes resulta em graves riscos à saúde como irritação, dor e queimadura na pele, ferimentos em vias respiratórias e danos irreversíveis aos olhos e ao cabelo.
3) O formol é considerado cancerígeno pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
4) O que deve ser observado no rótulo: o número do registro na Anvisa, o modo de uso, o prazo da validade, as advertências e restrições de uso.
5) Os alisantes capilares são registrados para uso comercial e/ou profissional, com concentrações e condições de uso diferenciadas. Quem não atuar na área, não deve adquirir um produto de uso profissional.
6) No salão, observe se o profissional é experiente; se o produto possui registro na Anvisa; E se a substância ativa que será utilizada não vai causar reação com produtos usados anteriormente no cabelo. Tenha certeza de que todas as etapas foram respeitadas e se o tempo de pausa foi obedecido.
7) Os alisantes registrados na Anvisa não têm formol na composição. A legislação brasileira aprova o uso de outras substâncias para alisamento capilar, como: ácido tioglicólico, hidróxido de sódio, hidróxido de lítio, carbonato de guanidina e hidróxido de cálcio.
8) Se perceber que o profissional vai usar formol, a cliente deve se recusar a fazer o tratamento e acionar o órgão de Vigilância Sanitária de sua cidade.

Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2007/abr/17/106.htm - 17/04/07

6 comentários:

Hiany disse...

Sou cabelereira e não trabalho com formol, mas ando observando que os cabelos tratados com formol estão ficando melhor do que com outro tipo de alisamento. Os primeiros cabelos que usarão formol ficarão detonados,agora as empresas reformularam o produto está dando efeito bom e todo mundo quer estou perdendo muitas clientes;E então o que me falam disso?

edteka disse...

fiz duas escovas progressivas, sendo que a segunda foi em fevereiro.O meu couro cabeludo queimou num diametro de 5 cm e não nasceu mais, além disso meu cabelo tem caído muito e os que nascem são mais grossos e chegam a crescer apenas uns dez centímetros e caem estou muito preocupada não sei como reverter esse processo. Por isso não aconselho nínguem a fazer escova progressiva apesar do resultado ser ótimo, em trouxe consequências trágicas.

luciana disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
luciana disse...
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luciana disse...
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luciana disse...

os produtos da ZAPCOSMETICOS são ofencivos a saúde?